Este blog começou através de uma oficina para escritores iniciantes, época em que postei principalmente comentários sobre política nacional. Atualmente, como participante de um curso de pós-graduação de Formação de Escritores, tornou-se um veículo de comunicação da minha experiência com as palavras, pensamentos e emoções. Publico textos literários de minha autoria, que às vezes, são enfeitados com minhas aquarelas. Traço alguns paralelos entre Arte e Psicanálise. Sejam bem-vindos e deixem seus comentários.

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    Nova ortografia - uma reflexão

    Finalmente encontrei alguma reflexão sobre o novo Acordo. Um texto do Ivan Lessa, publicado na BBCBrasil.com.

    02 de janeiro, 2009 - 09h19 GMT (07h19 Brasília)

    Ivan Lessa
    Colunista da BBC Brasil

    Nova ortografia, velhos dizeres

    É oficial: entrou em vigor a nova ortografia. Quer dizer: mais ou menos em vigor.

    É a única do mundo legislada. Os brasileiros temos pouca intimidade com as vigorações. Há sempre um amanhã, um depois de amanhã e, graças a Deus, um Dia de São Nunca, as calendas (ver dizeres populares em extinção).

    Depois de anos caitituando Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau (olha o hífen!), Moçambique e Timor-Leste (eu disse que é pra olhar o hífen!), para não falar em Portugal, que andou pisando na bola (ver dizeres em extinção), o Brasil finalmente, mediante quatro decretos promulgados, assinados por presidente da república, conseguiu fazer com que uns bons 250 milhões de pessoas escrevam de forma idêntica.

    Quer dizer: mais ou menos idêntica. Primeiro, porque dessas 250 milhões de pessoas apenas uns 15% são vagamente alfabetizadas. Desses 15%, pelo menos 10% é de nacionalidade portuguesa.

    Mas que 15%! É para elas que se legislou. Quer dizer: mais ou menos se legislou. Há dúvidas e indecisões em massa. Principalmente nos meios alfabetizados, por assim dizer.

    Porque o hífen isso e o trema aquilo e o acento agudo esse e o circunflexo aquele e pororó, pão duro coisa e tal (ver dizeres populares em extinção).

    De certo, sabe-se uma coisa: o decreto-lei para os hífens e seu uso,
    que entrou em vigor no primeiro dia de janeiro de 2009, tem até 2012, ou 2021, talvez até 3033, para ser adotado à vera (ver dizeres em extinção) entre a chamada CPLP, a digníssima Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, ou os Oito Magníficos Países de Ouro, como são conhecidos nos meios lexicográficos mundiais.

    De garantido, pode-se afirmar que essa nova ortografia (quer dizer: mais ou menos um acordo, ou um decreto, ou uma lei) vai dar um dinheirão e muita gente boa vai pegar uma nota preta e sair pela aí (ver dizeres públicos em extinção), pelos países da doce língua de Camões e Paulo Coelho, montada na burra do dinheiro.

    Em memória do trema brasileiro, já que o de Portugal já fôra (fora?) para a cucuia (ver dizeres públicos em extinção) em 1946, e dos hífens indefinidos (ou será agora in-definidos?), segue-se uma mini-compilação (minicompilação?), em forma de diálogo brecht-ionesquiano, com as devidas - e agora mais longas que nunca - pausas pinterianas (conheceram, papudos? Ver etc e tal) de dizeres, gírias e locuções extintos ou luis carlos prestes a se extinguir.

    E nem foi preciso decreto-lei (decreto lei?) para por um fim a essa mamata ou boca rica do falar popular.

    .....

    - Então, como é que vai essa bizarria? Sempre montado na burra do dinheiro?

    - Nada, em matéria de nota preta, eu tô matando cachorro a grito.

    - Sempre pensando na morte da bezerra, hem?

    - Eu só tô afim de entrar numa boa.

    - Com essa camisa pra fora da calça vendendo farinha?

    - Farinha do mesmo saco, que, diga-se, não me parece lá muito católica.

    - Então vai chutar os tinflas, pô!

    - Você quer dizer chutar os xongas. Tá no ré ou não?

    - Nunquinhas, meu boneco, neris de pitibiriba. E do jeito que as coisas vão, esse treco vai ser um Deus nos acuda na hora do péga pra capar. Vai todo mundo acabar ganhando aquilo que Luzia ganhou na horta.

    - Deu zebra. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

    - Então é só você se fechar em copas e ficar aí paradão como um dois de paus.

    - Só que comendo o pão que o diabo amassou.

    - Só uma coisinha, pra encerrar. Você viu o Lino?

    - Eu, não. Você viu o Lão?

    .....

    No que ficam os dois repugnantes interlocutores enquadrados na alínea 23 do parágrafo 7 do artigo de lei que regulamenta o novo acordo ortográfico e, simultaneamente, delinea o futuro ato institucional que deverá reger o emprego, mesmo em conversa de botequim, de dizeres, locuções e gírias em desuso, que, por falar nisso, só poderá ser referido como datado.

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090102_ivanlessa.shtml



    Categoria: Reflexões
    Escrito por Claudia às 20h02
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    Segundo dia - dia de nova ortografia

     

    Veja bem, não vá pronunciar cinqenta (ou cinkenta). O trema saiu, mas a pronúncia continua igual: cincoenta (tal qual em 1269), ou mais coloquial, cincuenta.

    O que ainda não entendi é a razão da mudança. Dizem os especialistas que procuram unificar a escrita da Língua Portuguesa para que qualquer texto produzido em qualquer país do Acordo seja lido no original. Não vejo no que a ausência do trema irá ajudar na busca desse objetivo.

    Outra coisa que não entendi. Quando eu ler um texto em Português de Portugal e houver uma frase assim: "quero um garoto claro bem quente", devo entender que é um rapaz branco fogoso ou café com leite claro? Haverá uma nota de rodapé explicando as diferenças de cada termo em cada país?

    Preciso de uma explicação mais plausível para tamanha chateação que será aprender a nova ortografia.

    Ah! Nem me dei ao trabalho de revisar esse texto pensando no Acordo.



    Categoria: Reflexões
    Escrito por Claudia às 17h15
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    Primeiro dia

    Dia mundial da preguiça. Se não é oficial, é de fato. É a moleza que dá antes de começarmos a colocar todos os projetos e promessas em prática.



    Escrito por Claudia às 17h46
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    Último dia

    Sempre desperta uma esperança.

     



    Escrito por Claudia às 11h47
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    E na virada é hora de...

    acertar os relógios. Todo o  mundo deverá adiantar o relógio em 1 segundo. Será que o Universo não é tão organizado? Ou então, a Matemática não é tão exata?

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u484071.shtml



    Categoria: Reflexões
    Escrito por Claudia às 08h13
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    Contagem regressiva para a chegada de 2009

    Receitas de Ano Novo, de Carlos Drummond de Andrade

     



    Categoria: Contos, crônicas e poemas
    Escrito por Claudia às 14h33
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