Este blog começou através de uma oficina para escritores iniciantes, época em que postei principalmente comentários sobre política nacional. Atualmente, como participante de um curso de pós-graduação de Formação de Escritores, tornou-se um veículo de comunicação da minha experiência com as palavras, pensamentos e emoções. Publico textos literários de minha autoria, que às vezes, são enfeitados com minhas aquarelas. Traço alguns paralelos entre Arte e Psicanálise. Sejam bem-vindos e deixem seus comentários.

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    Desabafos e Reflexões


     
     

    Começa assim... e termina na realização da ficção científica

    Selecionado, bebê nasce na Inglaterra sem gene para câncer de mama

    da Folha Online

    O primeiro bebê britânico selecionado para não ter um gene relacionado ao câncer de mama nasceu em Londres, informou nesta sexta-feira (9) o hospital do University College. O embrião que deu origem à menina passou por um diagnóstico pré-implante, para evitar que a criança tivesse uma variação do gene BRCA1, que aumenta o risco de câncer de mama ou de ovário.

    Em junho do ano passado, a mãe, de 27 anos, decidiu recorrer à escolha genética após ver de perto o caso familiar. Três gerações de mulheres de sua família --entre elas sua avó, mãe, irmã e uma prima- tiveram o tumor diagnosticado. O marido também é portador do gene.

    O diretor da Unidade de Reprodução Assistida do hospital, Paul Serhal, que não informou a data do nascimento, disse hoje que "a menina não terá que enfrentar o risco desta carga genética do câncer de mama ou câncer de ovário quando for adulta". A identidade dos pais da criança não foi anunciada.

    Sem a intervenção da ciência, a menina teria entre 50% e 80% de probabilidades de desenvolver o tumor. Por isto, a equipe médica examinou diversos embriões e selecionou os que estavam livres deste gene.

    Cerca de mil bebês nasceram até agora se beneficiando deste método de seleção genética para eliminar a carga genética de outras doenças, como a fibrose cística ou a doença de Huntington.

    Esse tipo de procedimento está proibido na Alemanha, Áustria, Itália e Suíça. Em compensação, é autorizado na Bélgica, Dinamarca, Espanha e Reino Unido. Na França é permitido apenas para detectar uma doença genética incurável, como a miopatia ou mucoviscidose.

    Em 2006, o Reino Unido ampliou a possibilidade de recorrer ao diagnóstico, acrescentando a mutação genética BRCA 1.



    Categoria: Reflexões
    Escrito por Claudia às 17h51
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    E a Academia?

    Não é de se estranhar que no site da Academia Brasileira de Letras (http://www.academia.org.br) não há nem uma notinha sobre a reforma ortográfica?



    Categoria: Reflexões
    Escrito por Claudia às 15h20
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    Dúvidas sobre a reforma ortográfica

    07/01/2009 - 08h01

    Curitiba (PR) tem serviço telefônico para tirar dúvidas sobre reforma ortográfica

    DIMITRI DO VALLE
    da Agência Folha, em Curitiba

    A Prefeitura de Curitiba (PR) tem um número telefônico exclusivo para tirar dúvidas sobre a língua portuguesa. Inspirado em uma iniciativa feita pelo Arkansas (Estado norte-americano) e batizado de "Telegramática", o atendimento é feito em uma sala da prefeitura e conta com o revezamento de oito professores da rede municipal de ensino.

    Nos últimos meses, após a regulamentação da reforma ortográfica, o número de consultas cresceu significativamente, apesar de o serviço existir desde 1985.

    O atendimento é gratuito (o interessado paga apenas o custo da ligação e pode fazê-la de qualquer ponto do país) e ocorre de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h, no número (41) 3218-2425.

    Os professores consultam sites especializados e têm o apoio de um acervo de cerca de 700 publicações, como os dicionários comuns (dois deles já atualizados com as mudanças) e específicos, voltados a profissões e disciplinas como sociologia e filosofia.

    A procura pelo serviço aumentou em média de 200 para 240 ligações por dia desde a regulamentação, em setembro, do acordo da reforma da língua portuguesa. Já na segunda-feira, a procura foi 80% superior.

    Beatriz Castro Cruz, coordenadora do Telegramática, diz que a maioria das consultas sobre a reforma é feita por representantes de editoras, professores e estudantes.

    Segundo Castro, a maior dúvida é relacionada ao emprego do hífen em palavras como "re-educar". A Folha testou o serviço tentando tirar dúvidas sobre como ficou a grafia de "anti-inflamatório", por exemplo. O emprego do hífen, segundo a atendente que conversou com a reportagem, é feito neste caso por causa do encontro de duas vogais, conforme a nova regra ortográfica.

    Em casos ainda polêmicos, os professores pedem que se aguarde a publicação da nova edição do VOLP (Vocabulário da Língua Portuguesa), feita pela ABL (Academia Brasileira de Letras). O Telegramática, segundo a coordenadora, também constatou que a extinção do trema foi assimilada pelo público, já que nenhuma ligação neste sentido foi registrada pelos professores.

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u487014.shtml



    Categoria: Reflexões
    Escrito por Claudia às 11h35
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    Uma palavra a favor para não ser do contra

     

    Um novo jeito de escrever

    Acordo vem para unificar a ortografia oficial dos países de língua portuguesa e aproximar nações

    Mariana Sgarioni

    "A adopção de uma única ortografia entre países de língua portuguesa pode ser óptima." Se este texto fosse escrito em Portugal, a frase anterior estaria corretíssima. Já no Brasil, a letra p (nas palavras adopção e óptima) está sobrando e parece um erro de digitação - apesar de todos sabermos que se trata do mesmo idioma. Do ponto de vista da ortografia, existem diferenças bastante relevantes na língua portuguesa. E não apenas entre os dois países. Nas outras seis nações que falam e escrevem o português (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) ocorre o mesmo.

    Para acabar com essas diferenças, foi criado, em 1990, um acordo ortográfico - que deve vigorar no Brasil a partir do ano que vem (saiba mais sobre os próximos passos da implementação do acordo no quadro da página 7). "A existência de duas grafias oficiais acarreta problemas na redação de documentos em tratados internacionais e na publicação de obras de interesse público", defendia o filólogo Antônio Houaiss, o principal responsável pelo processo de unificação aqui no Brasil.

    Originalmente, o combinado era que todos os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deveriam ratificar o acordo para que ele tivesse valor. Em 2004, porém, os chefes de Estado da CPLP decidiram que bastava a aprovação de três nações para a reforma ortográfica entrar em vigor. O Brasil, no entanto, definiu que mudaria o jeito de escrever somente se Portugal também o fizesse (e o "sim" de Lisboa às novas normas só veio no ano passado). É importante ressaltar que a pronúncia, o vocabulário e a sintaxe permanecem exatamente como estão. A novidade é a unificação da grafia de algumas palavras.

    Língua internacional

    Daqui para a frente, a língua portuguesa (comum aos países lusófonos) tem tudo para ganhar espaço - até mesmo em fóruns internacionais -, pois o intercâmbio de informações e textos ficará mais fácil. Unificar a grafia também visa aproximar as oito nações da CPLP, reduzir custos de produção e adaptação de livros e facilitar a difusão bibliográfica de novas tecnologias, bem como simplificar algumas regras (que suscitam dúvidas até entre especialistas).

    Do ponto de vista prático, ganha força o idioma falado no Brasil. Isso porque os portugueses terão de promover mais mudanças na escrita do que nós, adaptando várias palavras à grafia brasileira. Por exemplo, acção passa a ser ação. E cai também o h inicial de herva e húmido.

    O português é a única língua com dois cânones oficiais ortográficos, um europeu e outro brasileiro, e isso não só dificulta nossa vida lá fora como também a dos estrangeiros que querem aprendê-lo. "Inscreve-se, finalmente, a língua portuguesa no rol daquelas que conseguiram beneficiar-se há mais tempo da unificação de seu sistema de grafar, numa demonstração de consciência da política do idioma e de maturidade na defesa, na difusão e na ilustração da língua da lusofonia", afirma Cícero Sandroni, presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL).

    Além da unificação da grafia, o acordo propõe simplificar o idioma, no mesmo espírito do que ocorreu na década de 1910, quando uma reforma semelhante alterou o modo de escrever palavras como pharmacia e christallino (para farmácia e cristalino, sem o ph, o ch e o ll). Na época, porém, as mudanças foram encabeçadas por Portugal, que não consultou o Brasil e acabou aprofundando algumas diferenças ortográficas.

    O acordo prevê simplificações (como o fim do trema), mas tem inúmeros pontos obscuros, que só serão esclarecidos com o lançamento de gramáticas atualizadas e um novo Vocabulário Ortográfico oficial (tarefa a cargo da Academia Brasileira de Letras). O professor Pasquale Cipro Neto é um dos que se manifestaram contra o documento. "Ele não se limita a uniformizar a grafia: estabelece outras alterações no sistema ortográfico, várias delas para pior."

    Tempo de adaptação

    Aqui no Brasil, a última grande reforma do idioma foi realizada em 1971, a fim de aproximar mais nosso jeito de escrever do de Portugal. Desde então foi abolido o acento diferencial em alguns vocábulos, bem como o acento grave ou circunflexo nas palavras derivadas de outras acentuadas - mais de dois terços dos acentos que causavam divergências foram suprimidos. Nessa mesma época os substantivos acôrdo e govêrno viraram acordo e governo (perderam o circunflexo que os diferenciava das formas verbais eu acordo e eu governo, que eram e continuam sendo pronunciadas de forma diferente). Outras palavras, como somente, propriamente, rapidamente, cortesmente, sozinho, cafezinho e cafezal, também deixaram de ser acentuadas. Naquela ocasião, muitas pessoas estranharam a alteração (sem falar que diversos materiais impressos, como livros, levaram um bom tempo até ter novas edições com o jeito certo de escrever). Até hoje, aliás, ainda há quem escreva êle, com o circunflexo extinto no início dos anos 1970.

    Nas páginas deste especial, você vai conhecer (de forma simplificada) as mudanças trazidas pelo acordo, com exemplos de grafias atuais e de como vamos passar a escrever. São regras bastante fáceis, mas que precisam ser bem compreendidas para ser usadas corretamente em textos produzidos no papel ou na tela do computador. Guarde este manual e consulte-o sempre que necessário.

    http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/Esp_021/aberto/novo-jeito-escrever-306810.shtml



    Categoria: Reflexões
    Escrito por Claudia às 17h44
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    De novo... nova ortografia

    A escritora Inês Pedrosa, vencedora do prêmio Máxima de Literatura, afirmou que não vai adotar as novas regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em seus livros. Leia a entrevista concedida a Márcio Pinho, e publicada na edição deste domingo da Folha.

     

    DA REPORTAGEM LOCAL

    O novo sistema ortográfico é considerado "um acordo em desacordo" pela escritora portuguesa Inês Pedrosa, que promete continuar seguindo a antiga regra em seus livros. Nascida em Coimbra em 1962, Pedrosa venceu o prêmio Máxima de Literatura, dado em Portugal, com o livro "Nas Tuas Mãos". Ela já foi também diretora da versão portuguesa da revista "Marie Claire". (MÁRCIO PINHO)

     

     

     

    FOLHA - A sra. é contra ou a favor do Acordo?
    INÊS PEDROSA -
    Sou contra, porque, para começar, o Acordo é um produto falso, um produto pirata. Na verdade, ele não estabelece um acordo. Significa, então, jogar livros fora. O Acordo Ortográfico uniformiza umas coisas, mas altera outras. Vamos supor que ele significasse a unificação gráfica do português. Tampouco sou a favor, mas isso poderia ter um interesse pedagógico. Se por um lado poderia criar um monopólio na edição, poderia gerar manuais escolares comuns, o que seria uma vantagem.

    FOLHA - Por que não considera o novo sistema um Acordo?
    INÊS -
    Porque ele cria muita confusão, é inútil e prejudicial. É um acordo em desacordo. O hífen, por exemplo, gera confusão. Além disso, muita coisa é definida de acordo com a pronúncia, e palavras que hoje têm determinadas letras internas, como "concepção", no Brasil, não deixarão de ser escritas e faladas assim para usar a nova versão portuguesa, que muda de acordo com a pronúncia, desuniformizando-se, passando a escrever "conceção". O trema, por exemplo, que Portugal já não usava, acredito que faz falta. Como vamos explicar a quem aprende a língua que certos "us" se pronunciam? A palavra "sequestro", por exemplo: em Portugal pronuncia-se muitas vezes, erradamente, como "sekestro", sem "u".

    FOLHA - O que acha da mobilização em torno ao Acordo? PEDROSA - Gostaria que todo o dinheiro gasto em encontros, viagens e reuniões para se debater o Acordo tivesse sido investido em iniciativas para promover uma ponte cultural entre os países de língua portuguesa. As iniciativas são raras.

    FOLHA - Como os portugueses veem e se preparam para o Acordo?
    PEDROSA -
    Ainda não vi nenhum jornal anunciar que irá adotá-lo a partir de janeiro. Há portugueses entretidos em contar quantas adaptações terão de fazer em relação aos brasileiros. Mudam principalmente as palavras com determinadas consoantes internas. Mas vejo essa guerrinha de quem deve liderar as discussões do idioma português inútil. Não vejo problema de o Brasil, um país com quase 200 milhões de pessoas, liderar as discussões [Portugal tem cerca de 10 milhões]. Acredito que as diferenças hoje estão entre o Brasil e os outros países, que têm um idioma mais semelhante ao de Portugal, pois foram colônias até mais recentemente.

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0401200914.htm



    Categoria: Reflexões
    Escrito por Claudia às 11h49
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