Este blog começou através de uma oficina para escritores iniciantes, época em que postei principalmente comentários sobre política nacional. Atualmente, como participante de um curso de pós-graduação de Formação de Escritores, tornou-se um veículo de comunicação da minha experiência com as palavras, pensamentos e emoções. Publico textos literários de minha autoria, que às vezes, são enfeitados com minhas aquarelas. Traço alguns paralelos entre Arte e Psicanálise. Sejam bem-vindos e deixem seus comentários.

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    Desabafos e Reflexões

    Contos, crônicas e poemas



     
     

    Universo Paulistano - volume II

    Até 05 de dezembro de 2009, a Andross editora estará selecionando contos para a coletânea UNIVERSO PAULISTANO - VOLUME II - CONTOS, CRÔNICAS E POEMAS SOBRE SÃO PAULO, a ser lançada em 30 de janeiro de 2010 na Biblioteca de Poesia Alceu Amoroso Lima, em São Paulo. Nosso objetivo é receber obras que tenham como temática a cidade de São Paulo de autores em início de carreira para integrar essa coletânea.

     

    Qualquer pessoa pode enviar um texto para avaliação e possível publicação, basta que siga o regulamento de envio da obra, que está no website da editora: www.andross.com.br

    Sinopse: São Paulo é assim: quando cremos já conhecer todas as ruas, dobramos uma nova esquina. Se dormimos saciados de seus sabores, amanhecemos com renovado apetite. Para cada história contada outra nasce, ecoa em nossos ouvidos e ressoa em nossas almas. Assim é São Paulo! Como qualquer universo, há sempre mais para experimentar. O segundo volume da série UNIVERSO PAULISTANO traz novas esquinas e sabores, descobertos e vividos por escritores apaixonados pela metrópole.



    Escrito por Claudia às 12h54
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    Sobrenatural



    Escrito por Claudia às 21h05
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    Lugar nenhum

    A ponte que une o nada ao lugar nenhum.

     Se ninguém formulou essa frase, ei-la nesse momento, escrita por mim. Se imaginei ser minha, mas não é, desculpem-me pela falta de memória.



    Escrito por Claudia às 09h45
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    Sarau do curso de Formação de Escritores - julho 2009



    Escrito por Claudia às 08h42
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    Novos autores

    2054 Contos futuristas

    Sinopse: Em 2010, um grupo de escritores se propôs a escrever contos sobre décadas no futuro. Hoje, primeiro de janeiro de 2054, finalmente saberemos o quanto suas previsões se aproximaram da realidade. Ou não...

    Prazo de recebimento de textos: Até 30 de novembro de 2009
    Data de lançamento do livro: 06 de fevereiro de 2010

    Organização: Márcia Olivieri

    Observações
    - Qualquer pessoa pode participar, basta seguir o regulamento abaixo.
    - Aceitaremos contos que se passem no ano de 2054.
    - Podem ser de humor, suspense, drama, ficção científica...
    - Você poderá encaminhar até três obras para avaliação.

    Local de lançamento:
    Biblioteca Viriato Correa de Literatura Fantástica
    R. Sena Madureira, 298, Vl. Mariana,
    São Paulo, SP - Tel: 11 5573-4017

    Em caso de dúvidas, contate a organizadora: marcia@andross.com.br ou pelo site http://www.andross.com.br/



    Escrito por Claudia às 15h02
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    Sarau Literário



    Escrito por Claudia às 23h44
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    Jovens escritores

    DIMENSÕES.BR
    Contos de Literatura Fantástica no Brasil

    Antologia que trará 50 contos de literatura fantástica que se passem no Brasil. O desafio de selecionar essas histórias está a cargo da escritora Helena Gomes. Qualquer pessoa pode enviar um texto para análise, basta somente seguir o regulamento de participação que se encontra em http://www.andross.com.br.

    Quarta-capa: Contos de fantasmas, bruxas, vampiros e lobisomens. Mas também de seres mágicos, de alienígenas e suas naves, de viagens no tempo, de mundos paralelos e muito mais. Uma antologia genérica com liberdade total para apresentar histórias que trazem os mais diferentes elementos fantásticos. Há apenas uma única condição: ter como cenário um lugar livre o suficiente para abrigar os estilos mais variados e os tons mais criativos. Um cenário mágico onde tudo é possível e impossível. Um cenário chamado Brasil.

     

    Recebimento de textos: de 01/02/2009 a 30/04/2009



    Escrito por Claudia às 09h37
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    Contagem regressiva para a chegada de 2009

    Receitas de Ano Novo, de Carlos Drummond de Andrade

     



    Escrito por Claudia às 14h33
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    Feliz Natal

    Poema de Natal - Vinícius de Moraes

     



    Escrito por Claudia às 19h07
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    Os Memes dos blogueiros convidados

    Alguns dos blogueiros convidados a participarem do Meme dos 8 desejos e dos 8 amigos já postaram. Vejam:

    1 - ABCDLetras

    2 - Floraletras

    3 - Tecendo em palavras



    Escrito por Claudia às 21h24
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    Lançamento do Réquiem para o Natal

    Minha amiga escritora Márcia Olivieri no lançamento da antologia Réquiem para o Natal, na qual publiquei o conto A ceia inesperada.

    O livro está disponível para venda na Livraria Cultura, ou comigo pelo e-mail desabafosereflexoes@gmail.com.



    Escrito por Claudia às 10h26
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    A lenda da Névoa do Mar

     

    Texto e Ilustração de 

    Claudia Finamore 

     

    Pedro morava numa aldeia chamada Bruma. Lá, todo o povoado vivia da plantação. Havia terras amarelo-carambola-madura e terras verde-kiwi-peludo.

    O céu era de um azul bem forte. E o Sol era muito quente. Há tempos não chovia em Bruma. A plantação morreu. E a terra secou.

     

    Já estava todo o povo com fome, quando Pedro teve uma idéia. Iria pescar. Mas, em Bruma havia a lenda da Névoa do Mar. Quem vai pescar, não volta mais, pois é engolido por uma névoa muito escura.

    No dia seguinte, Pedro acordou bem cedo e preparou sua mochila para a viagem. Quando saiu de casa, encontrou seus amigos João e Daniel.

    Contou a eles que enfrentaria a Névoa do Mar, e seus amigos ficaram espantados. Lembraram que o tatara-tatara-tatara-avô de Pedro foi engolido pela Névoa tempos atrás. Tentaram fazer com que o amigo desistisse da idéia, mas não conseguiram.

    Então, Pedro correu até a beira do mar e entrou num dos barcos que há tempos não navegava. O mar estava cheio de peixes e Pedro conseguiu encher o barco. Estava muito feliz, pois todos do povoado comeriam até ficarem satisfeitos.

    Pedro, entusiasmado com a pescaria, esqueceu-se do tempo. Seus amigos já estavam preocupados com tanta demora. João e Daniel encheram-se de coragem e navegaram em busca do amigo.

     

    Enquanto isso, no local onde estava Pedro, o céu escureceu, o mar agitou-se e o vento balançou o barco. O menino ficou assustado, e com muita força, controlou as velas para que o barco não virasse.

    A Névoa do Mar apareceu. Enorme. Ia do mar ao céu. A Névoa foi se aproximando, e Pedro ficou com medo. Ele tentou desviar o barco, mas o vento estava muito forte, empurrando-o na direção da Névoa escura.

    Quando a Névoa já estava começando a engolir algumas madeiras do barco, Pedro avistou João e Daniel. Seus amigos acenaram para que ele pulasse na água e nadasse até o barco deles.

    Ele não queria deixar os peixes para trás. Era a salvação do povoado. Mas, a névoa já tinha engolido mais da metade do barco. Então, Pedro pulou no mar. Nadou até alcançar seus amigos. Quando olhou para trás, seu barco já havia sumido. E junto os peixes.

    João e Daniel voltaram para a aldeia felizes por terem salvo Pedro. Mas, ele estava triste por ter perdido os peixes que tirariam a fome do povoado.

    Quando o barco aportou na aldeia, todos os outros moradores vieram saudar Pedro e seus amigos. Mas, o menino continuava triste e preocupado com a falta de comida.

    Pedro pensou, pensou e pensou. Chamou seus amigos e contou-lhes seu plano. No dia seguinte, os três saíram bem cedo para navegar.

    Com pressa, pescaram alguns peixes antes que a Névoa aparecesse. João e Daniel queriam voltar, mas Pedro insistiu em ficar, pois os peixes ainda eram poucos para todo o povoado.

    Continuaram a pescaria por mais algum tempo, quando começou a ventar mais forte. As velas se descontrolaram e o barco balançou para um lado e para o outro. Muitos peixes caíram no mar.

    Os meninos, com muita força, conseguiram controlar as velas. Mas, a Névoa do Mar apareceu. Gigante. Ia do céu ao mar.

     

    Os três ficaram com medo, e um gritava para o outro: mais força, mais força, mais força.

    A Névoa se aproximava com rapidez, e já estava perto do barco, quando Pedro colocou alguns peixes no pequeno bote salva-vidas e os três saltaram no mar. Nadaram rápido para distanciarem-se da Névoa e com cuidado para não perderem os poucos peixes que restavam.

    Quando olharam para trás, o barco havia sumido. E a Névoa do Mar também. O vento acalmou-se e os amigos voltaram para a aldeia navegando no bote.

    No caminho, Pedro, triste, disse aos amigos que os peixes não eram suficientes para tirar a fome do povoado. João disse que todos poderiam comer um pouco. E Daniel disse que daria para diminuir a fome de cada um. Mas, isso não tranqüilizou Pedro.

    Quando o barco aportou na aldeia, todos os moradores vieram saudar Pedro, João e Daniel. Ficaram felizes com os peixes trazidos, e mais ainda com a volta dos três meninos. Dividiram os peixes e todo o povoado comeu. A fome não passou, mas diminuiu.

    Poucos dias depois, a chuva voltou. Molhou a terra. E a plantação cresceu.

    Pedro e seus amigos alimentaram-se até ficarem satisfeitos.

    Nem se lembravam que carambolas-maduras e kiwis-peludos eram tão saborosos.

    E Pedro, agora, também gostava muito de peixe-frito-dourado-crocante. 



    Escrito por Claudia às 17h53
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    Exercício de narrador pressentido

    Encontro marcado

     

     

                    Está marcado para as oito. No Restaurante Veredas. Conhece? É uma lanchonete chic. Já fui uma vez, há uns dois anos. É, eu gostei. Tem umas mesinhas na varanda. Poderemos ficar numa delas. É, está muito quente. Não, você poderá pedir uma salada. São ótimas, muito bem servidas.

                   Não combina? E essa blusa? Essa outra é mais clara, fica melhor, né. Demoro mesmo. Qual é a graça de se arrumar em um minuto? Eu gosto de experimentar várias roupas e escolher a que está mais com a minha cara naquela hora. Toda mulher liga para isso. Você que é diferente.

                   Eu não conheço o Fabinho. Ele trabalha com o Geraldo. O Gê disse que ele é boa pinta. Vai gostar, sim. Deixe de frescura. Eu e o Gê puxamos conversa, fique tranqüila. E depois, ele vai ser nosso padrinho de casamento e precisa de uma acompanhante. Você. Seria ótimo se vocês estivessem namorando. Esquece o Márcio. Ele já está com outra. Você vai querer ficar no altar ao lado dele e a namorada no banco olhando para vocês? É só para fazer maldade, né. Gosta nada. Você queria terminar o namoro há tempos. Isso é dor de cotovelo, só por que ele arrumou outra. É sim. Você é boba. Devia ter se arrumado melhor para impressionar bem o Fabinho, e partir para outra. Passe esse batom, pelo menos deixará você com o rosto mais vivo. Passe mais forte. Estou pronta. Vamos?



    Escrito por Claudia às 23h05
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    Roubando almas, exercício proposto por Bruno Cobbi

    Links:

    Ivanikha

    Ivan Corta-Orelha

    E aquela voz

    Veja também outros textos com a mesma proposta de exercício: Reverso Inverso (anterior a este texto), Peripatético-Diletante (posterior a este texto) ABCDletras, Aprendiz de Escritor,  Scriptor in Desassossego, Tecendo em Palavras.



    Escrito por Claudia às 21h07
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    Desenredo

     

    Desenredo enredado

     

     

    Tem coisa na vida que parece errada, mas é acertada. Com um marido desses, qualquer mulher deveria fazer o mesmo. Eu ouvia uns gritos de vez em quando. Dele e dela. No dia seguinte, ela aparecia com os olhos roxos, inchados. Não sei se de chorar ou de apanhar. Acho que os dois. Ele mereceu o chifre que levou. Não agüentou. Lavou a honra com sangue, e matou o amante da esposa. Ele acabou com o pouco de alegria que existia na vida dela. Pelo menos, o cornudo não durou muito. Uns meses depois, adoeceu e morreu. Deve ter sido de culpa por matar um amigo. Feliz dela, que arrumou outro marido, bem melhor. Jó Joaquim. Um homem para nenhuma mulher botar defeito. Queria eu arranjar um marido desses. Seria uma santa mulher. Mas, quis o destino me deixar só. Eu nunca faria a loucura de arrumar um amante se tivesse casado com Jó. E ela arrumou. Que burra. Não sei o que deu na cabeça dela. Deve ter sido o fogo do Diabo. Ela cedeu à tentação. Eu nunca teria feito isso. Como a vida é injusta. Eu, tão correta, sem marido. E ela, embestiada, teve dois. Agora, parece que tomou juízo. Passou uns dias fora, se tratando de alguma doença. Devia ser dos nervos. De remorso. E voltou para Jó Joaquim. Estão sempre juntos e parecem apaixonados. Ah, como queria um Jó para mim.

     

     

    João Guimarães Rosa - alguns dados sobre o autor e sua obra

     



    Escrito por Claudia às 18h19
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